Wallace: “ainda não fechei negócio com o Grêmio”

Conversei por telefone com o zagueiro Wallace. O baiano de 28 anos está no Rio de Janeiro e não confirmou que esteja assegurada a vinda dele para o Grêmio amanhã.

O diretor executivo do Flamengo, o gaúcho Rodrigo Caetano, também, me atendeu na tarde desta segunda. O clube carioca estava recém chegando de Porto Alegre no Rio.

Caetano  confirmou que as negociações estavam adiantadas entre Grêmio e Flamengo. Wallace que deverá vir pela quantia de 3,2 mi de reais por 80% dos direitos econômicos.

Nesta terça, pela manhã, o novo zagueiro gremista deverá falar na rádio GreNal, no CcF. O jogador não confirmou que esteja vindo no início da tarde para se apresentar na Arena.

As informações sobre o comportamento do atleta fora de campo são as melhores. Paulo Pelaipe:” bom caráter, uma pessoa inteligente e acima da media”.

Além dele, o Grêmio quer mais um outro jogador para a zaga, mas ainda nada definido. A direção parece estar encaminhando um reforço de fora do Brasil.

 

 

 

 

 

Vitórias da Dupla

O Internacional fez o que pode em termos de escalação contra o São Paulo no primeiro jogo colorado fora de casa pelo Brasileiro.

Os três volantes Bob, Anselmo e Fabinho foram bons marcadores, apesar das faltas excessivas cometidas, mas tiveram dificuldades nas jogadas ofensivas.

Sasha marcou o gol bem ao estilo preferido do treinador, na base do chutão pra frente e aproveitando a habilidade diferenciada de Vitinho, que esperou e fez o passe certeiro.

Dos estreantes, o goleiro Danilo Fernandes foi o melhor com pelo menos duas grandes defesas. Anselmo foi meio afobado e acabou substituído por Nílton que deu para o gasto.

Outro que reapareceu bem foi o meia Alex, apesar da expulsão. Ele entrou na vaga de Andrigo e deu mais cadência ao time.

A partida ganhou um final eletrizante. O Inter com dez e Lugano fazendo o empate de cabeça logo em seguida.

No final,  Sasha marcou o seu décimo primeiro gol em 2016 quando ninguém acreditava. Ele que fez em todas as competições anteriores. No Gaúcho, na Florida Cup e 1ª Liga.

O Grêmio começou como grande favorito contra o Flamengo e confirmou ao ganhar pelo placar de um a zero, gol de Fred.

O zagueiro marca seu 3º gol em 21 jogos pelo Grêmio e, agora,  passa a ter um pouco mais de tempo para uma recuperação emocional, após o fracasso da Libertadores.

Grêmio e Flamengo teve 17.866 pessoas para R$ 522.592,00. Próximo jogo: AtléticoMG x Grêmio. O Inter enfrenta o Sport. Ambos os jogos na quinta.

Opinem.

 

 

Grêmio invicto e Inter equilibrado

Sobre os jogos da Dupla no final de semana contra Flamengo e São Paulo, os dois entrando em campo às 4 da tarde de domingo é o seguinte:

O Grêmio é o franco favorito diante da equipe carioca por vários motivos, mas o principal deles é a desorganização flamenguista, recentemente desclassificada da Copa do Brasil.

Além de Muricy, e apesar da crise, até  mesmo o presidente do clube não estará na Arena. O dirigente vai chefiar a seleção brasileira na Copa Centenária e abandonou a barca.

Há ainda os números do Daison Sant’Anna.Por exemplo, o Grêmio nunca perdeu para cariocas na Arena. 9V e 2 E. No Estado, são 17 jogos sem perder contra times do Rio.

*22.09.2011 – Grêmio 0 x 1 Botafogo – Olímpico. Foi a última derrota para cariocas.
*22.05.1997 – Flamengo 2 x 2 Grêmio – Maracanã – Grêmio Tricampeão da Copa do Brasil há exatos dezenove anos justamente neste domingo.

Sobre o Internacional que encara o São Paulo, no Morumbi, não há muito o que se criticar dos indícios de time que o treinador está sugerindo.

O adversário vem embalado pela classificação fora de casa contra o Atlético Mineiro pela Libertadores e o alvirrubro, em princípio, faz certo em se fechar.

São Paulo x Internacional em São Paulo: 31 Jogos Oficiais – 13 vitórias do São Paulo, 11 empates e 7 vitórias do Internacional.

– O confronto entre Internacional e São Paulo registra uma grande rivalidade, principalmente desde 2006, quando os clubes decidiram a Libertadores.

– Em 2010, fizeram a semifinal da mesma competição, com classificação do Inter para o Mundial de forma antecipada (Inter 1×0 – São Paulo 2×1).

– As  7 vitórias do Inter no estado de São Paulo:
1968 – Morumbi – 1×0 –  Robertão; 1974 – Pacaembu – 1×0 – Brasileirão; 2003 – Morumbi – 2×0 – Brasielirão; 2005 – Morumbi – 3×1 – Brasileirão; 2006 – Morumbi – 2×1 – Libertadores; 2010 – Morumbi – 3×1 – Brasileirão; 2013 – Morumbi – 1×0 – Brasileirão.

O futebol é feito de ciclos

Eu não vi Pelé e Garrincha atuando juntos,  os dois maiores jogadores brasileiros dos três primeiros títulos mundiais da seleção canarinho.

Também nasci tarde demais para observar com consciência futebolística o Santos de Pelé e Coutinho, ou o Cruzeiro de Tostão e Dirceu Lopes da década de sessenta.

Comecei a entender de futebol de uma maneira mais crítica, verdadeiramente, na década de setenta. Década que marcou o surgimento do futebol total criado por Rinus Michels.

Antes da Holanda, também, chamada de “Laranja Mecânica”, apesar dela jamais ter conquistado um título mundial, os esquemas táticos estavam em segundo plano.

O futebol moderno, portanto, começou há quarenta anos e não hoje. O Internacional de Minelli copiou a ideia holandesa e tornou-se campeão brasileiro de 75 e 76.

Mas, certamente, a equipe do Inter foi  precursora no Brasil e, talvez, na América do Sul,  do futebol de ocupação de espaço, de encurtamento do campo e da alta movimentação.

Desde aqueles anos,  a turma já convivia com os “volantes modernos” e discutíamos o futebol força versus o futebol arte. Na verdade, o que mudou mesmo foi o preparo físico.

Sou capaz de afirmar que a seleção mais técnica e mais encantadora da história  foi a de 82, na Espanha, time que tinha Junior, Falcão, Cerezzo, Sócrates e Zico.

E, assim como a Holanda, igualmente, perdeu. A pragmática Itália, de Zoff, Scirea, Cabrini e Rossi, ganhou. Portanto, de novo, nenhuma novidade sobre arte versus objetividade.

Para os jovens comentaristas sedentos por espaço e reconhecimento, algo extremamente saudável, sempre é importante lembrar que a vida é feita de ciclos.

A história se repete e na bola nada poderia ser diferente. A moda atual é de se questionar sobre o futebol pragmático contra o de resultados. Guardiola x Simeone.

Aguirre x Bauza, Tite x Muricy ou, ainda, se quiserem,  Roger x Argel. Nas décadas de 70 ou 80, a parada era entre Rinus Michels x Helmut Schön. Telê Santana x Enzo Bearzot…

Ou alguém tem dúvida de que o Barça é mais time do que o Madrid, que o Manchester é melhor do que o campeão Leicester, ou que o Galo joga mais do que o São Paulo?

Cada vez mais a máxima do esporte bretão se confirma: “futebol é bola na rede”. Teses e convicções são destruídas, após uma derrota ou eliminação.

A certeza que fica é da necessidade de uma definição dos conceitos que realmente acreditamos. Se preferimos  uma equipe que privilegie o jogo bonito,  unindo todos os recursos para a formação de  um ótimo time,  ou, se uma formação preparada basicamente para o resultado final, não importando a magia dos grandes jogadores ou a beleza da arte da bola? Hein?

Opinem.